Berlim é Pet Friendly

Eu e Nini temos sorte! Até agora, as cidades por onde passamos, tem  nos recebido muito bem! Nunca tivemos grandes problemas em nossas viagens de avião, nos aeroportos e apartamentos que moramos! Mas Berlim é, entre todas, a cidade mais pet friendly  que já conheci. A expressão pet friendly vem do inglês e traduzida para o português fica algo mais ou menos assim “amigos dos animais de estimação”. A expressão é usada para indicar locais e estabelecimentos onde nossos pets são bem vindos.

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No rolê pelo bairro de Kreuzberg, em Berlim, pausa para a foto! Nini: -Mãe, desce daí!

Em Berlim, praticamente todas as lojas, farmácias, bancos, shoppings, galerias, e até muitos restaurantes deixam a Nini entrar, sem nem precisar pedir; ou quando eu peço, eles respondem com um “Sim, claro!” como se dissesse, óbvio que pode!! Gostam tanto de cachorro, que alguns  locais deixam um potinho com água na porta para cachorro beber. A Nini adora ‘roubar’ água dos lugares.

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Nini faz questão de parar para beber aguá em praticamente todos os potinhos que cruzam o nosso caminho!

 

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Muitos estabelecimentos em Berlim deixam potinhos com água na porta para os dogs.

Berlim está passando por uma onda “Vegan” e “Biológica”. Desde lojas de roupas, sapatos, lojas de cosméticos, mercados e feiras; todos aderiram ao movimento e encontramos  produtos  naturais e veganos em cada esquina. Além de pet friendly, em algumas lojas de roupa é possível ler nas etiquetas das peças “eco friendly”; outra expressão  do inglês e quer dizer “amigos do meio ambiente” São produtos que se preocupam com o nosso planeta em todos os passos de sua produção e comercialização. E os pet shops não ficaram de fora e já tem linha de  produtos biológicos e até veganos para nossos cães.

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Produtos biológicos e veganos para em loja de produtos para animais de estimação.

Próximo à onde moro tem um parque  chamado Volkspark, é onde costumo levar a Nini para dar uns roles. Em nosso caminho para o parque, passamos em frente à um lojinha de coisas pra cachorro e um belo dia, a dona  Nini; sozinha, com as próprias patas, entrou na loja, deu um passeio pela loja e escolheu um biscoitinho biológico. hehe

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Nini escolhendo seu biscotinho na loja de produtos biológicos para animais de estimação.
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Brincando no Volkspark!

Viajar de trem com cachorro dentro da Alemanha também é descomplicado. No transporte coletivo, dentro da cidade de Berlim: trens, metrôs e ônibus, animais de estimação também são permitidos. Todos pet friendly! Focinheira é obrigatório, mas até os alemães ‘dão um jeitinho’ pra algumas coisas em se tratando de cachorros e muita gente circula com seus cães pelos trens sem a focinheira, inclusive eu! hehe. Em caso de cachorros mais ranzinzas ou agressivos, o dono precisa ter esse cuidado!

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Nini adora andar de transporte coletivo. Na foto, a gente no Tram (VLT) de Berlim.

 

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Meu mostrinho favorito no Mauer Parque.

 

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Beijos e até o próximo rolê!
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Como me tornei vegetariana!

Não nasci vegetariana e também não foi de  um dia para o outro que me tornei uma. Foram anos colocando meu foco nessa direção! Alguns acontecimentos, aprendizados, experiencias e principalmente a minha vontade de seguir por esse caminho; que um dia, a prática se tornou o hábito. E tudo nessa vida começa com a nossa vontade, não é mesmo? Tem vontade de ser vegetariana(o)? Ótimo! Isso já significa muito, agora é agir.

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Deveríamos amar e respeitar todos os animais, sem diferenciar o que  serve para comer e o que serve para amar e proteger. Faça a conexão, de onde vem, como é produzida  e  tratada a carne, até chegar à prateleira do supermercado.

O meu amor pelos animais foi o fator decisivo para eu me tornar vegetariana. Não fazia mais sentido amar e proteger uns, enquanto torturo e mato outros (não matamos diretamente, mas ‘mandamos matar’). Além de todo o maltrato com o animal, desde a seu nascimento, vida e morte; a pecuária vem causando danos irreparáveis ao nosso planeta. A floresta amazônica está sendo desmatada para dar lugar a pastagem do gado, estradas e infraestrutura para as fazendas. A cada dez anos perdemos uma área 6 vezes maior que Portugal. Sem falar a quantidade de água que é necessária  para a produção de um único hamburguer. Os números são assustadores.

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“Escute o coração da Amazônia” Arte protesto do artista brasileiro Mundano em Berlim, Alemanha.

Mas isso é  discurso de vegetariana, o lado da ideologia e filosofia! Aí vem a prática…o dia a dia. A cultura do consumo da carne esta totalmente absorvida pela nossa sociedade. As ofertas estão ali, na nossa cara, em cada esquina, o dia inteiro: Mc Donalds, churrasco , hot dogs, misto quente, feijoada, filé aperitivo com o chopinho. Tudo tão pronto, tão mais fácil e mais pratico, não é? Comemos e muitas vezes nem questionamos o que é e de onde vem! E nem o porque comemos!

Sei o quanto é difícil resistir e mudar o habito, desapegar do que já estamos tão acostumados a fazer, nossos  comportamento mecânicos. Mas, se colocamos a nossa energia e foco em uma mudança, e começamos a caminhar em direção à ela, os caminhos vão se abrindo naturalmente. E é assim comigo! Cada vez mais busco informações, opções, soluções, e vou criando oportunidades para permanecer nesse caminho que eu escolhi. Pesquiso na internet, se passo em frente de alguma loja de produtos naturais entro e gosto de ficar olhando e sempre compro alguma coisa para experimentar. Ainda fico perdida com tanta novidade e variedade. O segredo é ter paciência e ir se familiarizando com esse universo aos poucos, até que se torne natural. Não digo que é fácil, mas nem tudo que é fácil é o melhor pra gente, para os outros e para o Planeta!

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O que estamos buscando, também está buscando a gente! Desde que optei por uma alimentação sem derivados de animal, fui encontrando cada vez mais opções no meu caminho. Na foto: feira vegana em Berlim.

Santo cogumelo 

Quando parei de comer carne, achei que ia diminuir significativamente a variedades de alimentos e pratos  que  consumo, mas aconteceu o contrario: meu cardápio só aumentou, e  hoje, fazem parte do meu dia a dia alimentos super nutritivos que eu nem sabia que existiam. E um deles é o cogumelo: Shimeji, Shitake, Cogumelo de Paris, Porto Belo; são todos variedades de cogumelos e fontes de muita proteína. Cogumelos são meus grandes aliados. Da pra fazer de varias maneiras e vai  bem com tudo! Uso para recheio de sanduíches e wraps, bruschettas, para risotos, para macarrão entre outros.

Precisamos trabalhar nosso paladar pra se familiarizar com o cogumelo. Mas isso acontece com diversas comidas e bebidas. Lembro que não gostei de cerveja quando provei pela primeira vez,  hoje em dia, adoro! A gente vai trabalhando o paladar, cabeça e o coração!

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Em uma relacionamento sério com os cogumelos!

Hoje em dia os cogumelos são facilmente encontrados nos supermercados; mas tem que ser cogumelo fresco, não vale enlatado. Fuja de qualquer alimento enlatado. Os cogumelos não tem a melhor aparência do mundo. O gosto, se comido puro, também não é dos melhores. O segredo é temperar e deixar curtir no tempero. Costumo usar shoyu (molho de soja) e leite de coco. Uso também bastante cebolinha e gengibre. O ideal é deixar curtir por algumas horas e depois refogar. Refogo até o molho secar todo e ficar meio ‘fritinho’, fica uma delicia. Mas dá pra deixar um pouco mais de molho e misturar com o arroz ou com macarrão.

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Para temperar as proteínas vegetais, uso leite de coco, um pouco de shoyo, bastante cebolinha e gengibre. Mas dá pra inventar vários receitas. Cada um tem seus segredinhos culinários.

Isso também funciona com o tofu, que é outra fonte de proteína de origem vegetal. Mas procure marcas de confiança porque o tofu é um derivado da soja e hoje em dia existe muita soja transgênica. O universo da alimentação vegetariana e vegana é ilimitado. Ainda sigo descobrindo um monte de coisas novas.Os vegetais nos dão tudo que precisamos, cabe a nós escolhermos de qual lado estamos!

 

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Tofu é outra opção de proteína vegetal.

 

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Beijo no fuço e até a próxima meus amores!
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Viajando de trem na Alemanha

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É muito comum viajar de trem na Alemanha, aliás, em praticamente toda a Europa: tem gente que mora em Hamburgo e vai, diariamente,  trabalhar em Berlim e vice e versa. Mas, o que para alguns é a  coisa mais normal do mundo para, para outros pode significar uma experiência e tanto. Foi o caso da minha primeira viagem de trem com a Nini. Eu estava tão empolgada com o acontecimento, que mesmo ter que acordar as 5h da manha para pegar o  trem as  6:34, não me deixava de mal humor.

No dia anterior, fui à estação comprar a passagem. Também dá pra comprar pelo site www.onlytrain.com, mas como viajo com a Nini, achei melhor ir pessoalmente para tirar algumas duvidas e deixar tudo certinho, para não ter nenhuma surpresa na hora da viagem. Eu imaginava que seria fácil, como todas as coisas aqui na Alemanha. Impressionante como eles são descomplicados, o sistema facilita a vida do cidadão comum, ao invés de complicar, é admirável! E como era esperado, foi tudo bem simples. Ao chegar no guichê, perguntei à atendente o que precisava fazer para levar a Nini comigo, e ela me explicou: cachorros pagam passagem como se fossem uma criança, que custa metade do valor da passagem do adulto. A minha custou $29, euros e a da Nini, $14,50 . O valor da passagem varia de acordo com os horários. Os trens que partem bem cedinho e os que partem mais tarde,são mais baratos. Entre as 10h e 18h costumam ser mais caros. Para viajar de trem com cachorro não é necessário  uma preparação especial, como no avião. No trem não precisa da casinha, nem de documentos e nem de autorizações.

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Nini ganhou nota 10 no quesito comportamento. Ficou quietinha a viagem inteira, uma fofa.

No dia da viagem lá fomos nós. Peguei o metrô na estação mais próxima de onde estou morando. O metrô me deixou praticamente dentro da Estação de Trem. O metrô em Hamburgo e em Berlim funciona 24h por dia, 365 dias por ano. Quanto mais tarde, menos trem operando, mas mesmo assim, dá pra ir a qualquer lugar, a qualquer hora.

Eu amei viajar de trem. Além de ser mais barato que avião, não precisa chegar com 1 hora de antecedência, como acontece com os voos. Chegando 5 minutos antes dá partida já está ótimo. Não tem check-in e também não despacha bagagem. A mala vai dentro do trem e não tem limite de peso. A verificação da passagem é feito por um fiscal, durante a viagem. Dá pra andar dentro do trem, é bem espaçoso e tem uma cafeteria, que vende lanches e bebidas, inclusive cerveja.

O horário do trem era 6:34 da manhã e o danado chegou as 6:30 e as 6:34 em ponto ele estava partindo. A viagem durou 1:40 e a paisagem é linda, tem muito verde na Alemanha  e o trem vai passando por uns vilarejos super charmosos que dá vontade de pedir pra maquinista parar pra eu descer e fazer uma foto. Não sei exatamente qual a velocidade que o trem atinge, sei que é bem rápido e na hora que o trem que  vem na direção oposta, cruza com o nosso, faz barulho e dá um medinho; pelo menos pra mim, que sou marinheira de primeira viagem.

Espero que vocês tenham gostado da nossa  aventura de trem pela Europa porque eu e Ninoca adoramos e já estamos pensando nas próximas.

Nini de role por Berlim 

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Depois do trem, pegamos o metro para chegar até o centro de Berlim. Cachorros são permitidos em todos os transportes coletivos de Berlim: metro, trem e ônibus.

 

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Um dos nossos lugares favoritos em Berlim: Mauer Park; que significa Parque do Muro. O muro de Berlim já foi simbolo de guerra e desunião.Hoje, é um local onde artistas e cidadãos comum se encontram para expressar a sua arte.

 

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Bebendo água da poça. Adoro as “viralatisses” da Nini.

 

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Mesmo sem saber falar alemão, Nini anda fazendo muitos amigos por aqui.

 

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A Nini enche minha vida de significado e amor.
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Uma vira-lata em Cape Town

vira lata em capetown 3As cidades  ainda não estão  totalmente acessíveis aos nossos bichinhos, mas, cada vez existem mais locais que aceitam animais, desde shoppings, farmácias, bancos, cafés e restaurantes, até praias, pousadas, hotéis, táxis e Uber. Eu e Nini estamos comprovando isso nessa nossa caminhada pelo mundo.

Mesmo antes da nossa chegada em Cape Town  já foi possível  notar a boa vontade das pessoas com os animais de estimação. Desde a pessoa que me ajudou com os tramites e documentações para a entrada da  Nini na África do Sul até a proprietária  da casa, onde aluguei um quarto durante o inicio da minha estadia na cidade.

Se hospedando com seu cachorro em Cape Town

Achei o quarto pela internet (você pode conferir os links no final da matéria) e durante as conversas com a proprietária  da casa, falei da Nini. Já tenho o discurso pronto e ele é sempre o mesmo:  – Eu tenho uma cachorra que viaja comigo. Ela é uma lady! Porte médio, educada, limpinha, não é de latir e é um doce, impossível não se apaixonar. Funcionou!  Mas a Nini é realmente tudo isso e mais um pouco! E essa cachorra é esperta gente! Parece que ela sabe de quem ela tem que “puxar o saco”.

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Lar é onde a NiNi está * Home is where NiNi is

Meu primeiro shooting em Cape Town e eu combinando com o fotografo  sobre horários  e local onde ele me buscaria para irmos bem cedo na praia fotografar e pegar o nascer do sol. Durante nossas conversas  por whatsapp  lancei o discurso da Nini pra ele e perguntei se podia levar-lá com a gente!  Ele gentilmente me respondeu : – Eu gosto de animais, mas não no meu carro :/  Imagina a minha cara de decepção!

No dia combinado o fotografo chegou pra me buscar, eu abri a porta de casa e a Nini foi direto na direção dele abanando o rabo,dando risadinha e sendo muito fofa,sendo muito Nini. Conclusão da história: a vira-lata maloqueira não só foi  como fotografou comigo e conquistou o coração de mais um.

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Nini modelando

 

Cheguei  à mudar  de casa e o xaveco sempre o mesmo! Alguns poucos proprietários  não aceitam animal de jeito nenhum. Mas, com boa vontade, a  gente encontra um lugar que aceite o nosso animalzinho. Em alguns sites é possível  ‘filtrar’  a sua busca, marcando *são permitidos animais de estimação ou pet friendly, alguns anunciantes já especificam se são ou não. E locais que não especificam, muitas vezes acabam aceitando. Tudo é uma questão de conversa  entra as partes. Até agora nenhum local cobrou valores adicionais por eu ter cachorro.

É assim com restaurantes, cafés, praias e parques, cada vez mais a própria população vem fazendo  suas próprias regras. Por exemplo, tem uma praia em Cape Town chamada Clifton, dividida em 4 setores e a Clifton 2 é a praia dos modelos e modelas (nunca vi tanta gente linda junta num só lugar) e lá cachorros não são permitidos, mas a própria população “legalizou”, então todos levam seus cachorros e os incomodados de plantão que se retirem!

Cachorros não são permitidos nos ônibus públicos. Táxis e Uber é questão de conversar. Dos quatro meses que passei em Cape Town, apenas dois motoristas do Uber não aceitaram a Nini.

E  assim, na base da tentativa, a gente vai aprendendo  e curtindo juntas, muito mais do que imaginávamos  quando nos jogamos nessa aventura.

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Llandudno * Pet friendly beach in Cape Town

 

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Rcaffe, Long Street

 

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Nini vem fazendo grandes amigos pelo mundo afora *** Nini is getting big friends around the world

 

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Pegando um por do sol em Clifton 2

Hospedagem Pet Friendly em Cape Town

Aqui  alguns sites onde encontrei hospedagem pet friendly durante a minha estadia na cidade:
www.airbnb.com / www.gumtree.com / www.property24.com/ www.booking.com 

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Viajando com seu Cachorro

Nini em Barcelona, Espanha

Antes de começar a falar desta,que talvez esteja sendo uma das maiores experiencias da minha vida, que é viajar com a minha melhor amiga, minha vira-lata Nini, vou contar um pouco da história dela pra vocês!

O nome que demos a ela quando a adotamos foi Menina, que acabou virando Nini. Como ela foi achada na rua, não conheci seus pais, mas acredito que, ou a mãe ou o pai dela sejam da raça Border Collie, porque ela tem algumas características de Collie, como a ponta do rabo branca,parecendo um pincel sujo de tinta! Mas essa herança genética não faz da Nini menos vira-lata. Muito pelo contrario, Nini tem pedigree de vira-lata. Ela é daquelas que fuça e come lixo, bebe agua da poça e da risadinha. Mas a especialidade dela é cagar nos lugares mais inusitados, como em porta de restaurante ou  loja chique! Gente, uma vez a Nini parou pra cagar no meio da faixa de pedestre, atravessando a avenida.rs

A Giani  Cardoso, que hoje é a Dinda da Nini achou ela no bairro da Pompéia, na cidade de Santos, em pleno carnaval. Dia 01 de março de 2013. A Giani postou no facebook e uma amiga em comum, Julia Bobrow, que já sabia do meu interesse em uma adoção me marcou no post! A Nini preenchia todos os requisitos do dog que eu queria adotar: femea, já mais crescidinha e vira-lata.  Mal vi a foto da Nini fui busca-lá. Cheguei ao edifício e ela estava no petshop; uma vizinha tinha presenteado ela com banho e ração. Ahhh, detalhe, ela se chamava Cindy. A Dinda Giani deu esse nome quando achou. Gente, quando eu cheguei no petshop eu olhei pra ela e achei ela feia (ô dó) Mas é verdade, pq se você reparar bem ela é toda erradinha. Uma orelha levanta e a outra não, as patas tem cores diferentes e as das frente são meio tortas e pra completar, nesse dia que conheci Nini, ela tava enfeitada com bindis na cara e colar de carnaval…haha
Bom, hoje a Nini tem mais que um lar, ela tem mãe, pai, dinda e até passaporte da União Européia tá meu bem?

 

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Dia que adotamos a Nini

 

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Passaporte da Nini

Viajando com seu Cachorro

Pode ser até clichê, mas uma das filosofias da minha vida é : “Quem quer faz, quem não quer arruma desculpa”. Viajar com cachorro não é a coisa mais fácil do mundo mas está longe de ser impossível.

Tudo que você vai precisar é se programar com antecedência e se informar mto bem quais são as regras do País de destino.Mas mesmo as regras mudando, existe o abecedário, o básico que todos que viajam pela primeira vez para o exterior terão que aprender e fazer. Ahh, vai ter despesas e o valor também depende de cada pais.

Ter um veterinário de confiança e disposto a te ajudar vai facilitar sua vida. O Dr. Renato Saibum, veterinário da Nini foi quem me auxiliou  em nossa primeira viagem internacional. Eu e Nini viajamos pela primeira vez de São Paulo à Barcelona, Espanha.

Viajando com Seu Cachorro 3 - Certificado de Microchipagem
Certificado de microchipagem

O primeiro passo é colocar o micro chip no seu pet e fazer o certificado de microchipagem (foto) feito isso, o próximo passo é fazer o exame de “titulação de anticorpos neutralizantes para raiva”. Esse exame precisa ser feito com bastante antecedência da data de embarque do animal.Porem, uma vez feito, esse exame valerá para as viagens futuras.

Com o microchip e  o exame de  “neutralizante da raia”  encaminhado (esse exame leva pelo menos 3 meses para sair o resultado)  você já pode comprar a jaula de transporte que tem que atender as exigências: o seu bichinho tem que conseguir ficar em pé dentro da jaula e dar uma volta 360º.

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Exame de Neutralizantes Para Raiva

 

Com as informações da jaula (medidas e peso), você entra em contato com a companhia aérea escolhida por você para avisar o transporte do animal e solicitar uma reserva no bagageiro do mesmo voo que  o seu. Eu já viajei pela Singapura Airlines e KLM Airlines com a Nini e sei que essas aceitam, mas acredito que algumas companhias aéreas não façam transporte de carga viva. Verifique essa informação antes de comprar o bilhete.

Com tudo isso resolvido você volta no seu VET e ele emite o ‘Cerificado  de Saúde’ que tem validade de 3 dias . Com esse certificado, mais o certificado de microchipagem, carteira de vacinação em dia e  exame neutralizante da  raiva você vai a VIGIAGRO da sua cidade para a emissão do CZI (ou CVI). Esse certificado é a cartada final para a autorização da viagem do seu pet. Estando todos os outros documentos em ordem o CZI é emitido e tem validade de até uma semana para vocês viajarem. Qualquer duvida, pode me perguntar  que será um prazer ajudar!

Para mais informações, vocês podem clicar aqui!

 

Nini no role

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Clifton Beach, Cape Town, Africa do Sul

 

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Hout Bay,Cape Town, Africa do Sul

 

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Livre, leve e solta pelas ruas de Barcelona

 

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Nini está aprendendo a conviver com outras espécies.

 

 

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