Barcelona “old school”

Ahhh, sou louca por esse ensaio! E por vários motivos: 100% das fotos foram feitas com câmeras fotográficas analógicas; ou seja, não digitais; aquelas antigas, com filme de rolinho, que tem que levar pra revelar. Algumas  vintage, com mais de 50 anos. Fazia tempo que eu  não era fotografada com filme, e só isso já era  suficiente para amar o shooting.  Mas, sabe aquela coisa? Se melhorar, melhora!! Ficou melhor, porque o  ensaio aconteceu em Barcelona, em um dos meus lugares favoritos da  cidade: em frente à Sagrada Família.

Barcelona "Old school" 1

 

Meu relacionamento com a Sagrada Família é antigo. Há 10 anos atrás, quando dei meu primeiro role pelo mundo, o destino foi Barcelona. Na Europa, é muito comum as pessoas alugarem  quartos em seus  próprios apartamentos. E da janela do primeiro quarto que morei, dava pra ver as torres mais altas da  Sagrada Família. Tenho a imagem nítida na minha cabeça: assim que entrei no quarto dei  de cara com ela, foi amor a primeira vista! Senti, naquele momento  que a cidade era mais especial do que eu pensava.

O Templo Expiatório da Sagrada Família; nome completo da Sagrada; que em 2005 foi incluída como Patrimônio Mundial, é uma obra de arte gigantesca, um monumento, símbolo de personalidade  de um gênio chamado Gaudi. Personalidade e persistência:  ela está em construção a mais de 100 anos e a previsão de termino da obra é para 2026.

E…se melhorar, melhora! O segundo quarto que aluguei dava de cara com a Sagrada, mas de cara mesmo. Deitada da cama olhava pra ela. Dava pra ver a parte de trás; que é a mais antiga e a que mais gosto; e foi construída enquanto Antoni  Gaudi ainda era vivo. Eu ficava esperando dar meia noite para ver  as luzes  dela se apagarem  e eu  agradecer pelo  lindo espetáculo!

Justin Cleaver

Barcelona "Old school" 2 (Justin Cleaver)

E o ensaio aconteceu ano passado, quando o fotografo; nascido na Africa do Sul; Justin Cleaver, estava  em Barcelona.

Justin passou mais de 20 anos do outro lado da câmera, como modelo. Viajou o mundo e trabalhou com grandes nomes da fotografia.De volta a África, moldado por suas experiencias ao redor do globo, trabalhou como diretor de arte e produtor, antes de chegar a sua verdadeira paixão: a fotografia.

Ele também  fotografa com digitais, mas gosta mesmo de câmera ‘old school’: ” Gosto dessa aparência crua, do granulado, que não se pode reproduzir com as digitais” diz Justin.

Mais sobre o trabalho de Justin: www.justincleaver.com e Instagram @justincleaverdiary

 Quando a  África do Sul encontra o Brasil em Barcelona 

Barcelona "Old school" 3

 

Barcelona "Old school" 4

 

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Barcelona "Old school" 7

 

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“Caminando por la calle yo te vi, caminando por la calle yo te vi,

yo mirando me enamore de ti, yo mirando me enamore de ti”

Gipsy Kings

Pra você, minha amada Barcelona!

 

 

 

 

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Entrando na União Européia com Cachorro

VIAJANDO   DA  AFRICA  DO  SUL  PARA   A  ALEMANHA

uniao europeia com cachorro 1
Com 3 horas de antecedência ao voo, fazemos o check in: pesar a Nini e a casinha. O peso para transporte de cachorro como ‘bagagem’ não pode ultrapassar 25 kg. Passando desse peso, existe um outro procedimento.

Os dias que antecedem a viagem de avião rola sempre uma tensão. Aquela preocupação se vai dar tudo certo e tal, junto com tudo que tem que organizar. Ainda mais nessa última viagem, que não foi voo direto e teve conexão: foram 12 horas de Cape Town até Amsterdã (Holanda), 3 horas de espera para um vôo de 2 horas  até chegar em Hamburgo, na Alemanha. Durante todo o trajeto  eu não vejo a Nini e nem tenho noticias, só quando chego no meu destino final, na esteira onde pego as malas. Eu passo o voo todo com meu coração apertadinho e pensando nela lá no bagageiro: se estaria com frio, com sede, com medo. Apesar dos animais terem um cuidado todo especial, eles são transportados como carga  e vão  no mesmo compartimento de bagagem e também chegam junto com elas.

Desde que entrego a Nini no aeroporto até a hora de recebê-la, ela está aos cuidados da equipe da companhia aérea. Escolhi a KLM porque tinha o melhor preço para a minha passagem e sei que é uma das melhores para transporte de cachorro. A KLM cobra 200 dólares e fica responsável por, durante as horas de conexão, tirar o cachorro da gaiola para passear, dar água e comida. Maaas, mesmo com todos esses cuidados, na hora de entrega-la e me despedir sempre dou uma choradinha e ela também. Ela fica com o olhinho cheio de água, eu percebo! É foda!

uniao europeia com cachorro 2
Viajamos nesse avião. A Nini vai embaixo, naquele buraquinho ali. Ô dó do meu bebezinho!

PREPARATIVOS  PARA  A VIAGEM

O tempo que levei com os preparativos da Nini para a nossa volta a Europa foi de uma semana, desde a  minha primeira ida ao veterinário  até o dia viagem. Mas isso porque, eu mantenho a Nini atualizada com todas as vacinas; nenhuma em especial além das habituais, que damos em nossos cães anualmente. E também porque tenho  todos os certificados  exigidos pelo órgão internacional para a viagem  de cachorro. Isso já desde a minha primeira viagem:  o microchip instalado  e o atestado de anti raiva (você pode conferir nesse post aqui).Com todos esses pré requisitos em dia, fica mais fácil de organizar as viagens futuras.

Mesmo assim, são várias coisinhas para coordenar ao mesmo tempo: o primeiro passo é definir a data da viagem e comprar a sua passagem. Com a passagem comprada, enviar, com 48 horas de antecedência um e-mail para o departamento de carga da companhia aérea solicitando  um lugar  para o animal no mesmo voo que o seu.(atendimento online da KLM fornece  o e-mail).

Parenteses: Acho esse  método das companhias aéreas de atuar estranho. Primeiro você compra a sua passagem e depois solicita a reserva do cachorro faltando apenas 2 dias da viagem. Mas vai que não tem lugar pro seu cachorro?! Sempre tive essa dúvida e receio. E não foi que aconteceu comigo? Justo comigo (rs)

Comprei a passagem, enviei o e-mail, tudo direitinho, da maneira como fui orientada, aí recebo o retorno da KLM que a Nini NÃO poderia ir porque já havia um outro cachorro no mesmo voo. Genteee, eu gelei! Com tudo já organizado, atestados de saúde e certificados emitidos, passagem comprada e a Nini não poderia viajar. E outra, a própria KLM me recomendou uma empresa terceirizada que faz esse transporte só que o valor é praticamente uma outra passagem. No way.

Fui pedir ajuda a uma agência de turismo Travels Way  em Cape Town, no LifeStyle Mall (Se alguém precisar de uma agencia em Cape Town, pode ir nessa). Elas foram uma mãe pra mim. Comprei minha viagem ao Safari no Kruguer Park com essa agência  e fui extremamente bem atendida e fiquei amiga da Nik e da Ntha. Quando me vi nessa roubada, pensei nelas e fui lá na agência; sentamos e ficamos o dia inteiro entre ligações e e-mails para a KLM. O departamento de carga da Africa do Sul tinha que falar com o departamento do carga de Holanda e blá blá blá. Sei que foi uma novela de um dia inteiro até que finalmente recebermos a confirmação de que a Nini estava autorizada a ir no voo. Ufa, agradeci tanto, mas tanto! Dei selinho nelas, comprei lanche. Imagina eu, a louca! Miga sua loca!

DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS

O micro chip e o atestado de anti raiva são os mais importantes e a cartilha básica para quem pretende  viajar de avião com cachorro. Com isso ok e as vacinas em dia, fui no veterinário em Cape Town, que examinou a Nini e emitiu um atestado de saúde. Esse atestado de saúde tem validade de 5 dias. Com esse atestado fui no Departamento de Agricultura de Cape Town, orgão que emite o certificado internacional. Em Cape Town emitiram na mesma hora, e custou 25 reais. Mas tem cidades que emitem de um dia para o outro e não cobram nada, por exemplo, Barcelona.

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Com todos os documentos e vacinas em dia, vou a um veterinário local que examina a Nini e emite o atestado de saúde.Com esse atestado, vou ao Departamento de Agricultura,o órgão que emite o certificado internacional.

No dia do voo, com todos os documentos e atestados na mão vamos para o aeroporto, faço o meu check in normalmente, peso minha mala e tenho que pesar a Nini e sua casinha. Feito isso, vou com ela ao local onde são despachadas as “cargas especiais” e entrego ela a equipe responsável. Dou um remedinho pra Nini dar uma acalmada e dormir nas primeiras horas do voo, pelo menos. O trajeto todo, entre a hora que entrego ela até encontra-la levou 20 horas.

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Minha família linda foi levar a gente no aeroporto: Jéssica,Gabi e Nini, meus anjinhos, meus  amores.

Chegando na União Européia com Cachorro!

Cheguei em Hamburgo, meu destino final, fui correndo para a esteira das bagagens. Cheguei lá, ela ja tava lá me esperando,dentro da casinha, sã e salva. A KLM realmente faz um bom trabalho, vem um adesivo colado na casinha com a hora que ela saiu pra passear e bebeu água durante a conexão. E vi que eles colocaram jornal dentro da casinha porque ela tinha feito um xixizinho, mas tava tudo super perfeito. Abri a casinha, ela fica muito emocionada e eu também, claro. Ai veio uma veterinária alemã verificar os documentos da Nini e eu tremendo. Sei que faço tudo certinho, mas alemão é muuuuuito mais certinho do que eu. rs Mas sabe o que a veterinária alemã me falou?! Seus documentos estão perfeitos, parabéns. Sejam bem vindas a Alemanha!! Dei um selinho na veterinária também….hahaha (brincadeira).

Memórias de um verão em Cape Town 

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Nini levando sua orelha para passear pelo Sea Point.

 

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Eu esmagando a Nini em Llandudno Beach.

 

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Nini quer participar de tudo,não perde uma! Parceira de todos!

 

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Nini sendo Nini. Eu falo que é uma vira-lata maloqueira!

 

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A Nini já é local da praia de Cliffton 2. Ela tem muitos amigos por lá.Com a Nini eu não passo desapercebida, nem que eu queira.Como é uma praia pequena, assim que entramos ela já sai correndo e procurando as pessoas que ela conhece. Ela é cagueta gente!! Tenho que tomar cuidado(rs).Na foto, ela com o tio Jonathan, que é modelo e namorado da Tereza,uma loira linda da Republica Tcheca. Fiz um shooting com ela especialmente para o site (coming soon).

 

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Fazendo bagunça com o Pai.
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Fetish in Black & White

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“Que nada nos defina, que nada nos sujeite. 
Que a liberdade seja a nossa própria substancia.”
Simone de Beauvoir 

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“Não se nasce mulher, torna-se mulher”
Simone de Beauvoir 

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“Querer-se livre, é também querer livre  os outros”
Simone de Beauvoir

 

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 “Uma mulher livre é justamente o contrário de uma mulher fácil”

Simone de Beauvoir

Para ver outros ensaios, clique aqui!

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About my summer in CapeTown

Verão em Cape Town 1

CAPE TOWN, THE  MOTHER CITY

Cape Town é conhecida como Cidade Mãe, e ela é uma mãe mesmo, porque ela ensina! Cape Town me deu muita coisa; me proporcionou encontros e momentos inesquecíveis; mas não me “alisou” não. Como tudo e todos, Cape Town  tem seu lado positivo e o negativo: a desigualdade social, a separação racial, a pobreza nas ruas, a diferença de costumes.

Mas com tudo isso Cape Town ainda é uma cidade alegre, divertida e easy going. As pessoas são simpáticas, comunicativas e curiosas. Sempre perguntam de onde somos, porque estamos ali, por quanto tempo vamos ficar. Uma vez  uma menina de 8 anos veio brincar com a Nini e começou a fazer milhões de perguntas, parecia que estava me entrevistando.

O verão em Cape Town é maravilhoso pois a cidade tem praias paradisíacas e pedras que parecem escultura. Qualquer canto de praia renderia uma foto de capa de revista. Uma cidade cosmopolita, internacional. Dá pra escutar vários idiomas quando andamos pelas ruas, experimentar comida de outros países feita por imigrantes de lá. A imigração de Países ao redor da Africa do Sul é grande em Cape Town. Muita gente de Botswana, Tanzania, Moçambique, Lesoto entre outros. É a cidade mais desenvolvida e com melhor qualidade de vida do Continente Africano. É  a cidade da Table Mountain, da Lions Head e da Twelve Apostles (essa última me rendeu uma trilha maravilhosa e um post que você pode ler aqui). A cidade que me acolheu como uma Mãe!

Cape Town abriu minha cabeça e meu coração, deixou meu mundo maior . Me ensinou, me deu amigos e me mostrou novos caminhos. Obrigada Cape Town, me senti em casa!

Fotos Max Kalmoz (Austria)

 

Verão em Cape Town 2

   “I  always wanted to leave my country and go somewhere else”

 

Verão em Cape Town 3

“To  love  CapeTown,  you  must  learn  to  love  the  wind”

Verão em Cape Town 4

“Slow down, you are in Cape Town”

 

Verão em Cape Town 5

“Cape Town, easy to live hard to leave “

 

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Afrika Burn – A estrada e o Camping

Afrika Burn 1

Quando volto a escrever sobre o Afrika Burn, imagino aquela estrada de 150 km de terra e pedras. O Deserto de Tankwa é de formação de pedras, parece até asfalto. Quando a gente fala deserto pensa logo no de areia né? Mas esse é pedra, terra e poeira , muita poeira! Desde o nosso ponto de partida, a cidade de Capetown, foram 500 km de carro até chegar ao Burn. 350 km de estrada de asfalto e 150km de estrada de terra…e pedra.

Afrika Burn 2

E a estrada do deserto gosta de comer pneu!! Perdemos um pneu na ida e outro na volta. Teve gente que chegou a perder 4 pneus !Mas a palavra de ordem no Burn é ‘No Panic’, ou seja, relaxa que algo vai acontecer para que tudo dê certo! No caminho tem borracharia! Não se preocupe em relação a isso; mas viaje enquanto ainda está claro,com o pneu step do carro em dia e aprenda a trocar pneu. rs

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Há algumas borracharias no caminho.

 

Afrika Burn 4
As borracharias tem cafeteria, banheiro e lounge. E eu fiquei sensualizando no lounge da borracharia enquanto os meninos cuidavam de  consertar o pneu.rs

Há varias maneiras de chegar ao Burn. Uma é ir em  um carro particular  ou alugado. Melhor que seja um  4×4. Tem gente que vai em carro normal mesmo. Não tem regra! Nós estávamos em um  4×4 e perdemos 2 pneus. A outra maneira é ir de ônibus: eles saem de Capetown. Todas essas informações de transporte coletivo e até mesmo tentar pegar uma carona, podem ser conseguidas no Facebook: Aqui é a página oficial do evento! Entre março e abril, que é quando os Burns começam  a se organizar para o festival. Também dá pra ir de avião. Tem aeroporto praticamente dentro do Burn para aviões de pequeno porte.

Afrika Burn 5
Aeroporto Internacional de Tankwa.

 

Afrika Burn 6
Chegar no Burn é como cruzar um portal mágico, que te leva para um mundo encantado!

 

Afrika Burn 7
O Burn é um lugar tão bonito, que dá até pra ver o Planeta Terra de lá!

Acampando no Afrika Burn

Há duas maneiras de acampar no AfrikaBurn: uma é  ir por nossa própria conta e  risco e levar tudo tudo que  iremos precisar e  a outra é fazer parte de um Theme Camp. Theme Camp é um camping maior, compartilhado com mais pessoas e alguns  já frequentam o festival a alguns anos. Esses Camps estão equipados com tendas grandes com lounges, cozinha de acampamento e banho com bolsa de plástico, onde deixamos a água esquentando no sol durante o dia, pra tomar banho quente a noite. Mesmo indo nesse esquema de Theme Camp,nossos equipamentos de uso pessoal como barraca, colchão, cobertor, travesseiro, a gente mesmo tem que levar.

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Minha família Burn no lounge do nosso Theme Camp “Fractal Chill Ethiopian Coffe House”

 

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Banho em tenda com bolsa de plástico.

Mas para você fazer parte de um Theme  Camp, você precisa colaborar com as  tarefas do dia a dia  lá dentro  e também  nas horas que se abrem  as portas para  “dar presentes a comunidade”. Quando eu estava lendo sobre o Afrika Burn, li algumas  vezes sobre “presentear a comunidade”, mas só depois fui entender o que isso significava. A comunidade sou eu,é você, todos nós que estamos ali fazemos parte da comunidade Burn. O Afrika Burn é um evento feito pela comunidade para a comunidade.

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Colaborando com o café da manhã no camping. Minha especialidade era guacamole, fiz tanto que me apelidaram de “Mama Guacamole”.hehehe Pode?

 

Afrika Burn 11
Pia para lavar louça.Cada um que  cuide da sua louça suja, ou então, leve a sua mãe. Eu li isso em um cartaz  lá no Burn e achei o máximo.

 

Através de um amigo,  fomos parar no Theme Camp “Fractal Chill Ethiopian Coffee House”. O Camp era formado por  20 pessoas lindas, que foram a minha família durante esses 7  dias no deserto. Em nosso Camp  ‘presenteávamos  a comunidade’ com café da Ethiopia e Tchai. O Camp do nosso vizinho trouxe bicicletas , o camp da frente oferecia banho quente. Tinha o Camp  “Burning mail”, que oferecia o serviço de enviar um postal do Burn pra quem vc quiser, em qualquer lugar do planeta. Tinha o Camp que oferecia sessões de cinema e um outro que oferecia chicotas, sério! Tenho  foto pra provar.

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Galera colaborando com a manutenção, organização e funcionamento do nosso camping.

 

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Theme Camp que presenteava com chicotadas.rs

 

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O Theme Camp “Pedals For Peace” (Pedais para a Paz) faz um trabalho social. Eles vendem bicicletas através do site, antes do festival. Quem quiser compra a bicicleta, a equipe do Pedals For Peace  se encarrega de levar a bike até o Burn pra você. Você usa e depois eles doam para comunidades carentes.

Mas não são apenas os Theme Camps que presenteiam a comunidade. Cada um colabora como puder e quiser.Um dia estava eu caminhado pelo Afrika Burn e me deparo com um jantar servido em uma mesa no meio do deserto com direito a champagne, pães, queijos e tudo mais! Tem os Veículos Mutantes também, que presenteiam com boa musica por onde passam e por onde param.

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Jantar ao  entardecer no deserto.

 

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Veículo Mutante: Trem com cabine de DJ e lounges em seus vagões; ofereciam boa música e descanso para a comunidade Burn.

E essa foi a energia que os ventos do deserto sopraram nessa semana mágica de aniversário no Afrika Burn. Encarar a estrada dura, dormir em um mini colchão inflável dentro de uma barraca; com um frio de quase zero grau; não é a tarefa mais fácil do mundo, mas o  Burn é uma experiência mágica, transcendental. Quem ainda  não conhece o Burn, deveria pensar seriamente em conhecer!

Tem mais posts do Burn vindo ai!E me fala uma coisa!  Vocês estão gostando? Já conheciam o Burn? Alguém já foi ou tá com vontade de ir? Deixe seu comentário! Vou gostar de ler sua opinião!

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Cor de Rosa Choque!

 

É cor de Rosa Choque 1

   “She was free in her wildness.

She was a wanderess,a drop of free water.

She belonged to no man and no city”

É cor de Rosa Choque 1

 

É cor de Rosa Choque 3

 “She was never crazy!

She just didn’t want her heart

to settle in a cage”

É cor de Rosa Choque 4

 

É cor de Rosa Choque 5

 

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“Por isso não provoque, é cor de rosa choque”

Para ver mais ensaios aqui no blog, dá uma olhada aqui

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Afrika Burn X 2016

Já  faz alguns dias que estou  tentando escrever o que foi o Afrika Burn X. Foram tantos encontros, sonhos, tanto aprendizado, tanta luz, energia,troca, desapego que eu nem sei por onde começar. Explicar o Burn é tentar explicar o inexplicável. O Burn é algo pra ser vivido, experimentado. Vá e veja com os seus próprios olhos e  parece que lá, as pessoas conseguem enxergar com os olhos do coração.

Afrika Burn X 1
“O essencial é invisível aos olhos” do livro O Pequeno Príncipe.

Pensa em  um lugar onde dinheiro não entra. Onde  tudo funciona na base do dar e receber, servir e ser servido. Um lugar onde as pessoas falam  com estranhos  e  aceitam doce de quem não conhecem. Onde os veículos são mutantes  e os tapetes voadores. Lá, nesse planeta chamado Burn você é constantemente incentivado a  expressar a si mesmo, a ser você mesmo. Um lugar mágico, o mundo fantástico, onde tudo é colorido e divertido. As pessoas ali andam sem medo, sem frescura , sem vergonha e sem roupa.

Afrika Burn X 2
Galera pegando carona do tapete voador.

 

Afrika Burn X 3
Mulherada linda dando no Burn….dando sorvete!

 

Afrika Burn X 3
Eliara, minha paixãozinha durante o Burn, me maquiando. Fiz varias fotos lindas dela!

 

O que é o Afrika Burn?

É um festival de arte, que acontece uma vez por ano (de 27 de abril à 1ºde maio) no deserto Tankwa, Africa do Sul, onde as gigantescas esculturas e instalações de arte são queimadas ao final.Lá a boa música não para. A cidade Burn não dorme,são 24 horas por dia durante os 5 dias de festival.O Burn é um festival democrático.Tem pra todos os gostos, idades e generos. Tem criança, jovem, adulto, gente mais velha, tem de tudo e essa mistura e diferença é que faz o Burn  ser tão encantador!

Afrika Burn X 4
Afrika Burn, um festival de arte interativa para todos.

 

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A obra de arte “O Clã” sendo preparada para pegar fogo.

 

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“O Clã” pegando fogo.

Mas, vai muito além de um festival de arte: o AfrikaBurn é um movimento, ou melhor, um anti movimento, uma   comunidade que vem crescendo a cada ano. O primeiro foi em 2006 e teve um publico de 600 pessoas. Esse ano de 2016 foi a décima edição, por isso foi chamado de AfrikaBurn X e teve um publico de aproximadamente 10.000 pessoas.

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Burn, um lugar para você trabalhar todos os sentidos. Um mundo encantado cheio de cores,sons, formas, volumes, temperaturas e alma. Muita alma.

 

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O simbolo do Afrika Burn representa o Clã, a união, a ideia de que somos todos um.

 

O festival é organizado pela  comunidade para a comunidade. O Burn sou eu, é você, nós construímos os Camps, a arte e os veículos, nós somos a performance e a audiência. Não existe ‘eles’. Existe apenas nós e todos nós estamos juntos nessa. O Burn não tem patrocinadores, não tem propaganda de produtos,marcas ou serviço e o mais legal de tudo, na minha opinião, é que  não circula dinheiro lá dentro: lá nada é vendido. Ou seja, tudo o que você  for consumir durante a sua estadia no deserto, deverá ser levado por você , assim como deverá ser trazido de volta também por você, principalmente o seu lixo. Falando em lixo, lá também não tem  cestos de lixos públicos pelas “ruas” e nem por isso as ruas estão sujas. Muito pelo contrario, não se vê lixo no chão, nem bituca de cigarro. Não tem hotel no meio do deserto, então a sua casa será a sua tenda. Seu colchão, seu travesseiro, cobertor, tudo, absolutamente tudo que você  for precisar  será organizado e levado por você, inclusive a sua água.

 

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Fiz parte do Camp Fractal Ethiopian Coffe House, que presenteava a comunidade com café e tchai (vou falar sobre os ‘presentes’ para a comunidade em outro post)

 

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Minha casinha durante uma semana no deserto de Tankwa.Gosto dessas aventuras porque me faz  notar como precisamos de pouco para viver e ser feliz. Levei pouca coisa e ainda assim, não precisei de tudo que  levei.

Quando eu e Paulo decidimos finalmente ir ao Burn já estávamos atrasados, faltava apenas 2 semanas e nem convite a gente tinha, mas mesmo assim decidimos encarar o desafio. Primeiro passo comprar o ingresso. Eles são vendidos  pelo site oficial do evento e custam 1.200 Rands(moeda local da Africa do Sul) aproximadamente 300 reais. Mas como  já estava em cima da hora não conseguimos comprar pelo site. Restava tentar comprar de alguém que não iria mais e estava vendendo pela pagina oficial do evento no facebook. E  foi o que eu fiz, levei uns dias pra que tudo desse certo. Com o ingresso na mão começamos com os  preparativos…

Gente, tenho muuuita historia pra contar!! Vou dividir em postagens pra ficar mais leve a leitura! Então, no próximos posts vou continuar falando desse mundo encantado chamado Burn! Mas só pra vcs terem um gostinho do que vem por ai:

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150 km de estrada de terra e um pneu furado.

 

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Ver pessoas nuas no Burn é natural. Alias, ver pessoas nuas é natural. Não consigo entender esse  grande tabu que é a nudez! O ser humano se distanciou tanto da sua essência que se choca como o natural e já não se assusta com o anti natural.

 

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O ritual ao redor do fogo

 

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Minha paixãozinha Eliara e as crianças no Burn vão ter um capitulo todos especial para elas. Seres que espalham luz.

 

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Dia 29 de abril,dia do meu aniversário e o Universo, além de me presentear com o Burn, me deu essa festa linda e outrs boas  surpresas nesse dia tão especial. Gratidão eterna Afrika Burn X 2016.

 

 

 

 

 

 

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Trilha em Cape Town: Montanha Twelve Apostles

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Uma vira-lata na Montanha Twelve Apostles, Cape Town 

Uma trilha em Cape Town, 8 horas caminhando, 12 montanhas, 6 malucos e 1 cachorro. Ou seria um unicórnio? Não! Não! É a Super Niniiii rs

Era dia 29 de dezembro de 2015. Na noite anterior combinamos de subir a Twelve Apostles Mountain, Montanha Doze Apóstolos, em português. Pelo nome  dá pra ter uma idéia: são doze montanhas, e não é qualquer monte não, é montanha de verdade, e doze. São aproximadamente 15 km entre subidas , descidas, penhascos, terra, pedras e visuais alucinantes. A trilha começa em Cape Town e termina em Hout bay.

Começamos a trilha as 11 horas da manha, tarde para a época do ano em Cape Town. Pegamos um Uber ate um dos locais indicamos para inicio da trilha. Desembarcamos e seguimos um caminho a frente, e claro, nos perdemos!rs Mas foi pouquinho, apenas uma confusão e o controle foi retomado pela líder do grupo Iris. Era a segunda vez da baixinha na trilha e ela tava no comando. Achamos o caminho,ele começa no pé da primeira montanha da cadeia. Olhei pra cima, vi o tamanho da danada e falei – fodeu 😛

Esse primeiro trecho é bem demarcado, um estrada de terra, que depois de alguns quilômetros vai estreitando e começando a ter mais vegetação. Árvores são raras no caminho mas  bastante vegetação, arbustos, pedras e flores.Um imenso jardim de flores coloridas.

 

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Começando a trilha! Roger, eu, Nini no colo do tio Celso, Bruna, Iris e Lucas.

 

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Nini querendo participar das peripécias do Tio Celso.
Aceita que dói menos 

O verão estava apenas começando e o dia estava bem quente, mas eu fui de calça comprida, graças a Deus. Isso é uma boa dica pra quem quer fazer uma trilha de nível mais elevado, vai de calça, tênis, leve muita água, comida e protetor solar. Mas alguns de nós estavam de bermuda e sofreram, que eu lembro bem. Em alguns trechos a vegetação fica bem fechada, como se não passasse gente por ali a um tempo, e a mata pinicava bastante e a gente só falava assim -aceita que doi menos!

Ainda no começo da caminhada Nini começou a buscar sombra nos arbustinhos, nas pedras, qualquer sombrinha que ela via ela parava.Já logo pensei, ferrou, essa bicha não vai aguentar ! Mas já fizemos tantas trilhas juntas, a Nini é tão guerreira e gosta tanto de uma aventura que ela não vai me decepcionar justo agora!

E lá fomos nós! Vamos Nini, corre Nini,pula Nini.  E ela vai, e vai bravamente e sempre tomando conta do grupo, vai a frente e confere quem ta lá e volta pra conferir a turma do fundão. Dá as paradinhas dela na sombra e descansa bastante em nossas paradas para beber agua e comer. Uma das paradas foi em uma caverna que encontramos no caminho! UAU que lugar magico , tipo Obelix, Asterix, meio Senhor do Anéis também, mas nós batizamos de Caverna do Dragão, afinal, tínhamos até um Unicornio. Só que a nossa é uma UNINIcornio ! hehe

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Após 1 hora e meia de subida, chegamos em cima da primeira montanha, na ‘cabeça’ do 1º apostolo. Vc acha que vai chegar la em cima e ver Deus, mas o que vc ve são pedras, mato, flores, cores, texturas, sons do vento, a natureza na sua forma mais selvagem, ou seja, Deus! Ali o homem não tocou, a natureza sobrevive ali a milhões de anos, mesmo com a força do vento, calor do sol, a chuva.

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Pausa pro descanso e pra foto, quando chegamos em cima da primeira montanha.

 

E assim foi com a segunda, a terceira, a quarta, putz, ai a gente já tinha perdido a conta em qual montanha a gente estava! É tanto sobe e desce que dá um nó na cabeça e nas pernas! Mas, mal calculando, quando chegamos na decima montanha ela era gigante, enorme, cacilds, era tão grande que apelidamos de apostolo cabeçudo! Que cabeça grande,pelo amor de Deus! E vou confessar, eu ja tava pedindo pra acabar 😛

Mas seguir adiante era a única opção! E lá fomos nós na fé e na força e subimos a decima, decima primeira e finalmente a decima segunda. Ufaaa! Missão comprida e cumprida! Começamos a descer , descemos em Haut bay, pra dar uma ideia do quanto andamos. Chegamos lá embaixo parecendo mendigos(hehe) todos sujos e com um unicórnio, ops, um cachorro! Chegamos a falar que o Uber não ia nos levar de volta a Capetown de tão sujo que estávamos. Estavamos sujos mas felizes! Todo mundo cansado mas com aquele sorrisinho na cara de felicidade e satisfação! Isso não tem preço!Por isso decidimos  investir em trilhas!

Dia inesquecível! Gratidão Caverna do Dragão @brunaburgerc @celsocarvalhoo @irisguedert @lucasatanazio @rogerb92

trilha em cape town 5

 

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