Como me tornei vegetariana!

Não nasci vegetariana e também não foi de  um dia para o outro que me tornei uma. Foram anos colocando meu foco nessa direção! Alguns acontecimentos, aprendizados, experiencias e principalmente a minha vontade de seguir por esse caminho; que um dia, a prática se tornou o hábito. E tudo nessa vida começa com a nossa vontade, não é mesmo? Tem vontade de ser vegetariana(o)? Ótimo! Isso já significa muito, agora é agir.

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Deveríamos amar e respeitar todos os animais, sem diferenciar o que  serve para comer e o que serve para amar e proteger. Faça a conexão, de onde vem, como é produzida  e  tratada a carne, até chegar à prateleira do supermercado.

O meu amor pelos animais foi o fator decisivo para eu me tornar vegetariana. Não fazia mais sentido amar e proteger uns, enquanto torturo e mato outros (não matamos diretamente, mas ‘mandamos matar’). Além de todo o maltrato com o animal, desde a seu nascimento, vida e morte; a pecuária vem causando danos irreparáveis ao nosso planeta. A floresta amazônica está sendo desmatada para dar lugar a pastagem do gado, estradas e infraestrutura para as fazendas. A cada dez anos perdemos uma área 6 vezes maior que Portugal. Sem falar a quantidade de água que é necessária  para a produção de um único hamburguer. Os números são assustadores.

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“Escute o coração da Amazônia” Arte protesto do artista brasileiro Mundano em Berlim, Alemanha.

Mas isso é  discurso de vegetariana, o lado da ideologia e filosofia! Aí vem a prática…o dia a dia. A cultura do consumo da carne esta totalmente absorvida pela nossa sociedade. As ofertas estão ali, na nossa cara, em cada esquina, o dia inteiro: Mc Donalds, churrasco , hot dogs, misto quente, feijoada, filé aperitivo com o chopinho. Tudo tão pronto, tão mais fácil e mais pratico, não é? Comemos e muitas vezes nem questionamos o que é e de onde vem! E nem o porque comemos!

Sei o quanto é difícil resistir e mudar o habito, desapegar do que já estamos tão acostumados a fazer, nossos  comportamento mecânicos. Mas, se colocamos a nossa energia e foco em uma mudança, e começamos a caminhar em direção à ela, os caminhos vão se abrindo naturalmente. E é assim comigo! Cada vez mais busco informações, opções, soluções, e vou criando oportunidades para permanecer nesse caminho que eu escolhi. Pesquiso na internet, se passo em frente de alguma loja de produtos naturais entro e gosto de ficar olhando e sempre compro alguma coisa para experimentar. Ainda fico perdida com tanta novidade e variedade. O segredo é ter paciência e ir se familiarizando com esse universo aos poucos, até que se torne natural. Não digo que é fácil, mas nem tudo que é fácil é o melhor pra gente, para os outros e para o Planeta!

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O que estamos buscando, também está buscando a gente! Desde que optei por uma alimentação sem derivados de animal, fui encontrando cada vez mais opções no meu caminho. Na foto: feira vegana em Berlim.

Santo cogumelo 

Quando parei de comer carne, achei que ia diminuir significativamente a variedades de alimentos e pratos  que  consumo, mas aconteceu o contrario: meu cardápio só aumentou, e  hoje, fazem parte do meu dia a dia alimentos super nutritivos que eu nem sabia que existiam. E um deles é o cogumelo: Shimeji, Shitake, Cogumelo de Paris, Porto Belo; são todos variedades de cogumelos e fontes de muita proteína. Cogumelos são meus grandes aliados. Da pra fazer de varias maneiras e vai  bem com tudo! Uso para recheio de sanduíches e wraps, bruschettas, para risotos, para macarrão entre outros.

Precisamos trabalhar nosso paladar pra se familiarizar com o cogumelo. Mas isso acontece com diversas comidas e bebidas. Lembro que não gostei de cerveja quando provei pela primeira vez,  hoje em dia, adoro! A gente vai trabalhando o paladar, cabeça e o coração!

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Em uma relacionamento sério com os cogumelos!

Hoje em dia os cogumelos são facilmente encontrados nos supermercados; mas tem que ser cogumelo fresco, não vale enlatado. Fuja de qualquer alimento enlatado. Os cogumelos não tem a melhor aparência do mundo. O gosto, se comido puro, também não é dos melhores. O segredo é temperar e deixar curtir no tempero. Costumo usar shoyu (molho de soja) e leite de coco. Uso também bastante cebolinha e gengibre. O ideal é deixar curtir por algumas horas e depois refogar. Refogo até o molho secar todo e ficar meio ‘fritinho’, fica uma delicia. Mas dá pra deixar um pouco mais de molho e misturar com o arroz ou com macarrão.

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Para temperar as proteínas vegetais, uso leite de coco, um pouco de shoyo, bastante cebolinha e gengibre. Mas dá pra inventar vários receitas. Cada um tem seus segredinhos culinários.

Isso também funciona com o tofu, que é outra fonte de proteína de origem vegetal. Mas procure marcas de confiança porque o tofu é um derivado da soja e hoje em dia existe muita soja transgênica. O universo da alimentação vegetariana e vegana é ilimitado. Ainda sigo descobrindo um monte de coisas novas.Os vegetais nos dão tudo que precisamos, cabe a nós escolhermos de qual lado estamos!

 

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Tofu é outra opção de proteína vegetal.

 

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Beijo no fuço e até a próxima meus amores!

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