Uma vira-lata pelo mundo

Antes mesmo de decidir que eu iria viajar por bastante tempo, já sabia que qualquer decisão que eu tomasse incluiria a Nini. Quando a adotei, assumi esse compromisso, e desde então funciona mais ou menos assim: ou vamos nós duas ou não vai ninguém. rs Mas ainda não lançaram um manual de como “viajar o mundo com cachorro”, então tudo que eu e a Nini estamos aprendendo é na raça. Mesmo a internet sendo uma grande aliada na hora de tirar dúvidas e me informar; através das minhas experiências  aprendi que, na prática, a teoria é outra.

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No topo da Table Moutain, na cidade de Cape Town, África do Sul.

Eu sou daquelas que, se  pudesse, levava a Nini até em casamento. Ás vezes  levo a Nini no banheiro comigo. rs (quem nunca?) Eu adoro ir com ela nos lugares, é diversão garantida. Mas, infelizmente, os dogs ainda não conquistaram um bom status  na sociedade. rs  Ainda há muitos lugares que cachorros não são permitidos; e lugares que poderiam muito bem receber nossos pets, como praias, pousadas, shoppings entre outros. Mas é fácil perceber que existe uma forte tendência para que, os locais se tornem cada vez mais acessíveis aos nossos amigos de quatro patas.

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Outra coisa que eu e Nini reparamos nesse nosso rolê, é que a população está meio que fazendo as suas própria “regras”. Eu e Nini estivemos em alguns parques e praias que cachorros não são permitidos por lei, mas que com a aceitação dos frequentadores do local, acabaram virando pet-friendly, como algumas praias que visitamos em Cape Town, Africa do Sul.

Na praia em Cape Town
Na praia em Cape Town

Então, não da pra querer levar cachorro em praias onde eles não são permitidos em horário de pico, tem que recolher e jogar no lixo toda e qualquer sujeira que o cachorro fizer, enfim, regrinhas básicas para a boa convivência.

Acredito que para tudo existe o bom senso. Realmente tem gente que abusa da liberdade. Mesmo aqui em Berlim, na Alemanha, onde moramos atualmente, ainda vejo muito cocô de cachorro nas calçadas, sem terem sido recolhidos. Sim, tem gente idiota em qualquer lugar do mundo.

Pelas ruas da cidade de Berlim, as latas de lixo tem uma indicação para que os donos recolham e joguem a sujeira do seu cachorro no lugar certo. Infelizmente, nem todos são educados.
Pelas ruas da cidade de Berlim, as latas de lixo tem uma indicação para que os donos recolham e joguem a sujeira do seu cachorro no lugar certo. Infelizmente, nem todos são educados.

 

Aviso na porta do metro: cachorro permitido com o uso de bocal.
Aviso na porta do metro: cachorro permitido com o uso de bocal.

Passamos por Cape Town, África do Sul.  Talvez a cidade  que visitamos que está menos preparada para cachorro; mas, em contrapartida, devido a natureza selvagem da região, eu e Nini exploramos praias, montanhas e cachoeiras. A Nini, assim como eu, ama a natureza e é super  aventureira.

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Nini ‘modelando’ em Cape Town.

Berlim nos recebeu bem! O forte da cidade não é a natureza, mas tem um monte de programa que dá pra fazer com a Nini. Uma das coisas que a Nini mais gosta por aqui é andar de transporte coletivo. Gente, nunca vi!! A Nini é Maria Gasolina de transporte público. rs Eu mereço!

: Pelos Muros de Berlim. Arte Paulo Consentino e Pesado.
Pelos Muros de Berlim. Arte Paulo Consentino e Pesado.

Viajar com cachorro pode não ser a coisa mais fácil do mundo, mas posso dizer que é uma das mais gratificantes. Espero que de alguma maneira o blog e as minha postagens inspire vocês a fazerem coisas legais com o seus cães, inclusive viagens , porque não?! !

Pode ser mais fofa?
Pode ser mais fofa?

 

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tchAU tchAU gente, até a próxima!

Posts com mais informações sobre nossas viajens: dá uma olhada aqui!

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Berlim é Pet Friendly

Eu e Nini temos sorte! Até agora, as cidades por onde passamos, tem  nos recebido muito bem! Nunca tivemos grandes problemas em nossas viagens de avião, nos aeroportos e apartamentos que moramos! Mas Berlim é, entre todas, a cidade mais pet friendly  que já conheci. A expressão pet friendly vem do inglês e traduzida para o português fica algo mais ou menos assim “amigos dos animais de estimação”. A expressão é usada para indicar locais e estabelecimentos onde nossos pets são bem vindos.

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No rolê pelo bairro de Kreuzberg, em Berlim, pausa para a foto! Nini: -Mãe, desce daí!

Em Berlim, praticamente todas as lojas, farmácias, bancos, shoppings, galerias, e até muitos restaurantes deixam a Nini entrar, sem nem precisar pedir; ou quando eu peço, eles respondem com um “Sim, claro!” como se dissesse, óbvio que pode!! Gostam tanto de cachorro, que alguns  locais deixam um potinho com água na porta para cachorro beber. A Nini adora ‘roubar’ água dos lugares.

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Nini faz questão de parar para beber aguá em praticamente todos os potinhos que cruzam o nosso caminho!

 

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Muitos estabelecimentos em Berlim deixam potinhos com água na porta para os dogs.

Berlim está passando por uma onda “Vegan” e “Biológica”. Desde lojas de roupas, sapatos, lojas de cosméticos, mercados e feiras; todos aderiram ao movimento e encontramos  produtos  naturais e veganos em cada esquina. Além de pet friendly, em algumas lojas de roupa é possível ler nas etiquetas das peças “eco friendly”; outra expressão  do inglês e quer dizer “amigos do meio ambiente” São produtos que se preocupam com o nosso planeta em todos os passos de sua produção e comercialização. E os pet shops não ficaram de fora e já tem linha de  produtos biológicos e até veganos para nossos cães.

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Produtos biológicos e veganos para em loja de produtos para animais de estimação.

Próximo à onde moro tem um parque  chamado Volkspark, é onde costumo levar a Nini para dar uns roles. Em nosso caminho para o parque, passamos em frente à um lojinha de coisas pra cachorro e um belo dia, a dona  Nini; sozinha, com as próprias patas, entrou na loja, deu um passeio pela loja e escolheu um biscoitinho biológico. hehe

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Nini escolhendo seu biscotinho na loja de produtos biológicos para animais de estimação.
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Brincando no Volkspark!

Viajar de trem com cachorro dentro da Alemanha também é descomplicado. No transporte coletivo, dentro da cidade de Berlim: trens, metrôs e ônibus, animais de estimação também são permitidos. Todos pet friendly! Focinheira é obrigatório, mas até os alemães ‘dão um jeitinho’ pra algumas coisas em se tratando de cachorros e muita gente circula com seus cães pelos trens sem a focinheira, inclusive eu! hehe. Em caso de cachorros mais ranzinzas ou agressivos, o dono precisa ter esse cuidado!

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Nini adora andar de transporte coletivo. Na foto, a gente no Tram (VLT) de Berlim.

 

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Meu mostrinho favorito no Mauer Parque.

 

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Beijos e até o próximo rolê!
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Como me tornei vegetariana!

Não nasci vegetariana e também não foi de  um dia para o outro que me tornei uma. Foram anos colocando meu foco nessa direção! Alguns acontecimentos, aprendizados, experiencias e principalmente a minha vontade de seguir por esse caminho; que um dia, a prática se tornou o hábito. E tudo nessa vida começa com a nossa vontade, não é mesmo? Tem vontade de ser vegetariana(o)? Ótimo! Isso já significa muito, agora é agir.

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Deveríamos amar e respeitar todos os animais, sem diferenciar o que  serve para comer e o que serve para amar e proteger. Faça a conexão, de onde vem, como é produzida  e  tratada a carne, até chegar à prateleira do supermercado.

O meu amor pelos animais foi o fator decisivo para eu me tornar vegetariana. Não fazia mais sentido amar e proteger uns, enquanto torturo e mato outros (não matamos diretamente, mas ‘mandamos matar’). Além de todo o maltrato com o animal, desde a seu nascimento, vida e morte; a pecuária vem causando danos irreparáveis ao nosso planeta. A floresta amazônica está sendo desmatada para dar lugar a pastagem do gado, estradas e infraestrutura para as fazendas. A cada dez anos perdemos uma área 6 vezes maior que Portugal. Sem falar a quantidade de água que é necessária  para a produção de um único hamburguer. Os números são assustadores.

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“Escute o coração da Amazônia” Arte protesto do artista brasileiro Mundano em Berlim, Alemanha.

Mas isso é  discurso de vegetariana, o lado da ideologia e filosofia! Aí vem a prática…o dia a dia. A cultura do consumo da carne esta totalmente absorvida pela nossa sociedade. As ofertas estão ali, na nossa cara, em cada esquina, o dia inteiro: Mc Donalds, churrasco , hot dogs, misto quente, feijoada, filé aperitivo com o chopinho. Tudo tão pronto, tão mais fácil e mais pratico, não é? Comemos e muitas vezes nem questionamos o que é e de onde vem! E nem o porque comemos!

Sei o quanto é difícil resistir e mudar o habito, desapegar do que já estamos tão acostumados a fazer, nossos  comportamento mecânicos. Mas, se colocamos a nossa energia e foco em uma mudança, e começamos a caminhar em direção à ela, os caminhos vão se abrindo naturalmente. E é assim comigo! Cada vez mais busco informações, opções, soluções, e vou criando oportunidades para permanecer nesse caminho que eu escolhi. Pesquiso na internet, se passo em frente de alguma loja de produtos naturais entro e gosto de ficar olhando e sempre compro alguma coisa para experimentar. Ainda fico perdida com tanta novidade e variedade. O segredo é ter paciência e ir se familiarizando com esse universo aos poucos, até que se torne natural. Não digo que é fácil, mas nem tudo que é fácil é o melhor pra gente, para os outros e para o Planeta!

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O que estamos buscando, também está buscando a gente! Desde que optei por uma alimentação sem derivados de animal, fui encontrando cada vez mais opções no meu caminho. Na foto: feira vegana em Berlim.

Santo cogumelo 

Quando parei de comer carne, achei que ia diminuir significativamente a variedades de alimentos e pratos  que  consumo, mas aconteceu o contrario: meu cardápio só aumentou, e  hoje, fazem parte do meu dia a dia alimentos super nutritivos que eu nem sabia que existiam. E um deles é o cogumelo: Shimeji, Shitake, Cogumelo de Paris, Porto Belo; são todos variedades de cogumelos e fontes de muita proteína. Cogumelos são meus grandes aliados. Da pra fazer de varias maneiras e vai  bem com tudo! Uso para recheio de sanduíches e wraps, bruschettas, para risotos, para macarrão entre outros.

Precisamos trabalhar nosso paladar pra se familiarizar com o cogumelo. Mas isso acontece com diversas comidas e bebidas. Lembro que não gostei de cerveja quando provei pela primeira vez,  hoje em dia, adoro! A gente vai trabalhando o paladar, cabeça e o coração!

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Em uma relacionamento sério com os cogumelos!

Hoje em dia os cogumelos são facilmente encontrados nos supermercados; mas tem que ser cogumelo fresco, não vale enlatado. Fuja de qualquer alimento enlatado. Os cogumelos não tem a melhor aparência do mundo. O gosto, se comido puro, também não é dos melhores. O segredo é temperar e deixar curtir no tempero. Costumo usar shoyu (molho de soja) e leite de coco. Uso também bastante cebolinha e gengibre. O ideal é deixar curtir por algumas horas e depois refogar. Refogo até o molho secar todo e ficar meio ‘fritinho’, fica uma delicia. Mas dá pra deixar um pouco mais de molho e misturar com o arroz ou com macarrão.

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Para temperar as proteínas vegetais, uso leite de coco, um pouco de shoyo, bastante cebolinha e gengibre. Mas dá pra inventar vários receitas. Cada um tem seus segredinhos culinários.

Isso também funciona com o tofu, que é outra fonte de proteína de origem vegetal. Mas procure marcas de confiança porque o tofu é um derivado da soja e hoje em dia existe muita soja transgênica. O universo da alimentação vegetariana e vegana é ilimitado. Ainda sigo descobrindo um monte de coisas novas.Os vegetais nos dão tudo que precisamos, cabe a nós escolhermos de qual lado estamos!

 

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Tofu é outra opção de proteína vegetal.

 

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Beijo no fuço e até a próxima meus amores!
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